"Bem... mas pra que isso serve?"

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1968 - Um engenheiro da divisão de sistemas avançados da IBM
Durante uma palestra interna da Empresa sobre o microchip

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A evolução do computador
Apesar da evolução gradual das grandes máquinas do inicio do século XX, a tecnologia dos computadores se desenvolveu mais a partir das calculadoras programáveis (como as HPs e Texas) que da geração anterior de minicomputadores. Para ajudar você a entender como surgiu o computador (incluindo aqui todo dispositivo eletronico moderno), conto os principais pontos de sua história de uma maneira mais simples: através de uma linha do tempo.




O ábaco

4000a.C. - O ÁBACO & OS NÚMEROS BINÁRIOS
Considerado a primeira calculadora da humanidade, o ábaco era composto por barras que atuam como casas decimais, usando pequenas esferas para sinalizar seu valor. De tão eficiente, propagou-se por toda parte e passou a ser o principal instrumento de cálculo do século XVII, sendo usado até os dias de hoje.
É também desta época a primeira representação binária dos números 0-8. Criação do imperador Chinês Fou-Hi, o octograma mágico Yin Yang representa na suas pontas os oito primeiros números em forma binária: 000, 001, 010, 011, 111, 110, 101 e 100.


O octograma chinês Yin Yang



As tabelas de Cálculo de Napier

1614 - JOHN NAPIER E OS LOGARITIMOS
Dedicado a descobrir equações que ajudassem cálculos científicos, o escocês John Napier desenvolveu os logaritmos. Através de suas tabelas, as equações de multiplicação podiam ser substituidas por uma simples adição, e a divisão por subtração, reduzindo drasticamente o tempo de cálculo. Curiosamente, este sério cientista foi o mesmo que tentou criar um raio mortal de luz solar concentrada, através de um sistema de espelhos e lentes.



1642 - A CALCULADORA DE BLAISE PASCAL
Construída pelo matemático e filósofo francês Blaise Pascal, a máquina Pascaline era uma caixa com rodas e engrenagens que fazia adições e subtrações. O operador introduzia os algarismos "discando-os" numa série de rodas dentadas, com algarismos de zero a nove impressos, de modo que eles ficassem expostos num mostrador. Cada roda representava uma determinada coluna decimal (unidades, dezenas, centenas, etc.).
Criada para ajudar seu pai na coleta de impostos, a máquina teve mais de 50 versões em uma década, e podia realizar outras operações, através de um incômodo sistema de adições repetitivas.



1673 - A CALCULADORA DE LEIBNIZ
Depois de observar o octograma Yin Yang, o alemão Gottfried Leibniz percebeu que se utilizasse números binários ao invés dos decimais, poderia criar máquinas de cálculo mais simples.
Desta forma, criou a sua própria máquina de calcular baseada na pascaline, capaz de executar adições, subtrações, multiplicações e divisões, tornando-se a antecessora das atuais calculadoras.



1801 - O CARTÃO PERFURADO
E foi da indústria de tecidos de onde veio o primeiro registro de programação, obra do tecelão francês Joseph Marie Jacquard. Ele construiu uma máquina de tear que memorizava em cartões perfurados os padrões de desenho dos tecidos e depois os reproduzia com fidelidade, lendo comandos na presença ou ausência de orifícios. A versão seguinte do Tear, em 1804, era totalmente automatizada e podia fazer desenhos muito complicados.



1822 - BABBAGE, O PAI DO COMPUTADOR
Aborrecido pelos inúmeros e freqüentes erros que encontrava nas tabelas de logaritmos, o professor de matemática Charles Babbage decidiu construir uma máquina que eliminasse o trabalho repetitivo de fazer esses cálculos, a "Máquina de Diferença". O modelo apresentado em 1822 encantou o Governo Britânico que decidiu financiá-lo na construção de uma máquina de diferença completa, movida a vapor e completamente automática, comandada por um programa de instrução fixo capaz de imprimir as tabelas.
O projeto da sua nova máquina levou 10 anos e foi abandonada em 1833, quando decidiu criar a “Máquina Analítica”, um computador mecânico-automático totalmente programável, função que designou para sua esposa, a condessa Ada Lovelace (filha de Lord Byron).
O novo computador decimal paralelo a vapor, operaria números de 50 dígitos e proveria de uma memória de 1000 números, usando cartões perfurados e condicionais (IF). Apesar de ter uma estrutura correta, a metalurgia da época não permitia a simetria e resistência das peças, razão ao qual a máquina nunca funcionou.



A máquina analítica de Charles Babbage, os cartões perfurados e a primeira programadora: Ada lovelace


1885 - O CARTÃO DE HOLLERITH
Funcionário do Departamento de Estatística dos Estados Unidos, Herman Hollerith estava preocupado com a demora no recenseamento da população Americana. Na busca de uma mecanização do trabalho que durava 7 anos e ocupava 500 empregados, Hollerith, talvez inspirado por Jacquard, construiu a sua máquina de cartão perfurado, que consumiu "apenas" 1 ano e 43 empregados no censo de 1890.
Sua idéia foi aproveitada nas mais diversas aplicações em repartições públicas, comércio e indústria, e aperfeiçoada para realizar operações aritméticas elementares. Em 1896, Hollerith fundou a TMC (Tabulation Machine Company).



1924 - NASCE A IBM
Para ampliar seus negócios, a TMC (Tabulation Machine Company), fundada em 1896 por Herman Hollerith, se uniu com duas pequenas empresas para formar a CTRC (Computing Tabulation Recording Company), em 1914.
Em 1924, a CTRC se tornou uma empresa internacional e mudou seu nome para IBM (Internacional Business Machine).



1941 - DECODIFICADORAS DE RELÉS
Durante o período de guerra, as nações envolvidas começaram a desenvolver projetos prioritários de máquinas que tentassem descodificar as mensagens secretas enviadas entre tropas do exército rival.
Na Alemanha, em 1941, Konrad Zuze criou os modelos Z1, Z2, Z3 e Z4, baseado em Relés Eletromagnéticos, que foram utilizados na solução de problemas de engenharia de aeronaves, projetos de mísseis e codificação de mensagens. Apesar de terem tido sucesso, Hitler ordenou que todos projetos de longo prazo fossem abandonados, e as máquinas foram destruídas.
Na Inglaterra, em 1943, Alan Turing, do Serviço de Inteligência Britânico, construiu o Colosso, de dimensões gigantescas. A máquina, abrigada em Bletchley Park, tinha 2000 válvulas e lia símbolos perfurados numa argola de fita de papel, inserida na máquina de leitura fotoelétrica, comparando a mensagem codificada com sequências conhecidas até encontrar uma coincidência. Processava cerca de 5 mil caracteres por segundo e foi usada para descodificar as mensagens dos Alemães, tendo sido decisiva no resultado final da guerra.


O gigantesco Colossus

1944 - MARK I
Na Universidade de Harvard em 1937, o professor Howard Aiken, financiado pela IBM, começou a construir o Mark I, concluído em 1944, a primeira calculadora automática a trabalhar sob o controle de um programa perfurado em uma fita de papel.
Baseado em um sistema decimal, manipulava números de até 23 dígitos e tinha medidas grotescas: 15 metros de comprimento e 2,5 de altura; 760.000 peças envoltas em vidro e aço inoxidável brilhante; 800 km de fios e 420 interruptores para controle.
Apesar de fazer rapidamente operações de soma e subtração(0,3 de segundo) e multiplicação(3 segundos), reduzindo para apenas um dia as operações que levavam 6 meses completos, prestando longos e sólidos serviços, o Mark I não foi o sucesso que se esperava, já que era baseado em Relés Eletromagnéticos, tornando-se obsoleto antes mesmo de ser construído, no início da era eletrônica.
Em 1945 um inseto ficou preso entre as engrenagens do Mark I e fez a máquina parar. A matemática Grace Murray Hopper anotou no relatório BUG(besouro), que desde então passou a ser sinônimo de tudo que prejudique o bom funcionamento de um programa.




1945 - ENIAC, O 1º COMPUTADOR ELETRÔNICO
O ENIAC (Electronic Numerical lntegrator and Computer), assim como o Mark I, nasceu da necessidade de resolver problemas de balística. Desesperados por novas tabelas de tiro que pudessem ser produzidas rapidamente, prevendo os problemas de recuo dos canhões proporcionados pelo solo macio do norte Africano, o exército encomendou à Escola Moore de Engenharia Elétrica da Universidade da Pennsylvania tal equipamento. John Presper Eckert, John W. Mauchly e seus sócios, tinham um contrato de US$400.000 e um complexo projeto: 17 468 válvulas eletrônicas operando à taxa de 100.000 pulsos por segundo, gerando um temor crescente de superaquecimento e incêndio, evitado apenas com o uso de ventiladores e redução da tensão de operação.
Gerenciando números em forma decimal, mais legíveis aos usuários, o ENIAC ficou pronto em 1945, exatamente quando a guerra terminou. Mas o projeto continuou com a possibilidade de usá-lo para cálculos de praticidade da bomba de hidrogênio.
Com aproximadamente 5,5 metros de altura, 25 metros de comprimento e 30 toneladas de peso, era duas vezes maior que o Mark I e 1000 vezes mais rápido, sendo apresentado à imprensa depois de processar, com sucesso, aproximadamente l milhão de cartões perfurados da IBM. O excesso de luzes acrescentado para mostrar aos repórteres quão rápida era a máquina, parece ter influenciado todos os filmes de Hollywood onde apareciam super-computadores.
O ENIAC, desativado em 2 de outubro de 1955, tinha entrada e saída para cartões perfurados e várias máquinas interligadas, formando uma rota de fluxo dos cálculos, ajustadas manualmente para cada problema diferente. Desta forma, podia ser considerado "programável".





O EDSAC, da casa de Chá J.Lyons


O sucessor L.E.O.

OS ÚLTIMOS DOS GIGANTES EXPERIMENTAIS
Depois do sucesso do ENIAC, Presper Eckert criou o EDVAC (Eletronic Discrete Variable Computer), baseado nas ideologias do engenheiro matemático John von Neumann, com armazenamento eletrônico da informação e de dados de programação não pré-determinados.
O EDVAC codificava as informações em forma binária (ao invés da decimal) o que reduzia bastante o número de válvulas. Tornou-se então o primeiro computador capaz de armazenar seus próprios programas e armazenar dados em sua expansão de memória interna.
Para utilizar-se deste primitivo conceito de memória RAM, Eckert utilizou-se da linha de retardo: um tubo cheio de mercúrio refletia pulsos eletrônicos para frente e para trás, tão lentamente, que podia reter a informação por certo tempo.
Apesar de parecer uma descoberta de Eckert, o físico norte-americano John V. Atanasoff provou em tribunal(1973) que a linha de retardo foi baseada em um tubo à vácuo mais simples, de sua autoria na Iowa State College, na década de 30.
Em 1949, o cientista inglês Maurice Wilkes da Universidade de Manchester construiu o EDSAC(Electronic Delay Storage Automatic Computer), financiado pela casa de chá J.Lyons, da Inglaterra. Famosa por usar máquinas de calcular em 1896 e o registro em microfilme em 1930, a loja queria uma máquina para automatizar o trabalho de escritório.
O sucessor do EDSAC ficou pronto em 1954: o LEO (Lyons Electronic Office) foi o primeiro computador comercial da Inglaterra.



1951 - A ERA DOS COMPUTADORES COMERCIAIS
Depois dos modelos experimentais ENIAC e EDVAC, Presper Eckert e John Mauchly fundaram a Cia. Eckert-Mauchly Computer Corporation, em 1947, destinada a fabricar e vender máquinas.
O primeiro produto foi o UNIVAC I (Universal Automatic Computer) concluído em 1951, capaz de realizar 1905 operações por segundo a um salgadíssimo preço de US$1 milhão.
As características principais das máquinas desta geração eram as grandes dimensões e o alto peso, com um grande consumo de energia e problemas de refrigeração. Programado por painéis de chaves externas, 300 vezes mais rápido que as fórmulas de cálculos convencionais, tinha uma capacidade de memória de 2 a 4 kb.







O Tradic, primeiro computador com Transistor

1952 - O TRANSISTOR e o TRADIC
No ano de 1947, John Bardeen, William Shockley e Walter Brattain inventam o Transistor, que só viria a ser usado em escala comercial em 1952, através da Bell Laboratories.
Mais leve, veloz e confiável do que as válvulas, o transistor torna-se-ia componente essencial na evolução dos computadores, principalmente devido a seu pequeno consumo de energia e conseqüente baixo aquecimento.
O primeiro computador a usar um transistor foi o Tradic, da AT&T Bell Laboratories, em 1955. Com aproximadamente 800 transistores no lugar de válvulas e antigos tubos de vácuo, consumia menos de 100 Watts.




O IBM 650, primeiro computador em série

O IBM 7030, top de linha da série 7000

O IBM 350 Ramac

AS 1as SÉRIES DA IBM E SUAS INOVAÇÕES
A primeira máquina eletrônica da Internacional Business Machines foi o IBM701, de 1953, do qual foram vendidas 19 unidades em três anos.
O primeiro produto de massa da empresa foi o IBM650, de 1954, que tinha um tamanho médio.
O computador IBM350 RAMAC(Random Access Method of Accounting and Control), de 1956, inicia a era do armazenamento em Discos Magnéticos. Sua estrutura abrigava 50 bandejas de metal capaz de gravar 5 MB.
Em 1959, a serie 7000 de mainframes IBM foi a primeira de linha a usar os transistores e palavras de 64 bits. O 7030, usado para fins científicos, também conhecido como STRETCH, foi o primeiro a usar o termo arquitetura em sua descrição.
O IBM/360, de 1960, foi a primeira linha a usar circuitos integrados em sua arquitetura. Nesta altura, a IBM dominava 80% do mercado mundial.


O IBM 360 com Circuitos Integrados


1958 - O CIRCUITO INTEGRADO
O engenheiro Jack Kilby, da Texas Instruments, criou o circuito integrado para provar que resistores e capacitores poderiam existir num mesmo pedaço de material semicondutor.
Usou para tal uma lasca de germânio e cinco componentes ligados por fios. E a Texas Instruments começou a fabricar transistores de cristais isolados de silício a um custo baixo, popularmente conhecida como CHIP.



AS LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO (FORTRAN, COBOL, ASCII e BASIC) e o UNIX
Buscando uma facilidade para programar os computadores, os engenheiros começaram a buscar linguagens que pudessem simplificar a rotina dos usuários. Enquanto o MIT(Massachussets Institute of Technology) testava a entrada de dados através de teclados, John Backus, da IBM, criou o Fortran(de FORmula TRANslator, em 1957), a primeira linguagem de programação, que permitia ao computador executar tarefas repetidas a partir de um conjunto de instruções.
A equipe de desenvolvimento do COBOL Buscando uma universalização da lingagem de programação, uma equipe liderada por vários fabricantes de computadores e o Pentágono desenvolveram, em 1960, o COBOL(Common Business Oriented Language), a primeira linguagem de programação.
Três anos mais tarde aparecia o ASCII(American Standard Code for Information Interchange), que permitia que máquinas de diferentes fabricantes trocassem dados entre si.
Em 1964, Thomas Kurtz e John Kemeny, professores do DartMouth College, criaram o BASIC(Beginners All-Purpose Symbolic Instruction Code), uma linguagem de programação de fácil aprendizagem.
E foi nesta época que surgiu o SpaceWar!, o primeiro jogo interativo de computador, criação dos estudantes Slug Russel, Shag Graetz e Alan Kotok, em 1962. Fez parte do pacote de Softwares do PDP-1, da DEC, o protótipo dos minicomputadores.
Em 1969, Ken Thompson e Denis Richie, da AT&T Bell Laboratories, realizaram o que parecia impossível: criam o UNIX, o primeiro sistema operacional que poderia ser aplicado em qualquer máquina.




O HP2115, primeiro da marca

NOVIDADES NO MERCADO
Buscando maior fatia do novo mercado de máquinas, diversos fabricantes introduziram novidades que agradaram os consumidores.
O PDP-8, da DEC, foi o primeiro minicomputador comercializado com sucesso, graças a sua velocidade, tamanho reduzido e o baixo custo (US$ 18 mil, bem menos que o IBM360).
No ano seguinte, em 1966, a Hewlett-Packard entrou no negócio de computadores com o HP-2115, deixando de ser apenas uma fabricante de calculadoras. Além de grande poder de processamento, igualável aos computadores de grande porte, o novo HP suportava uma grande variedade de linguagens, entre elas o Basic, Algol e Fortran.
Mas foi apenas em 1971 que apareceu o primeiro computador pessoal. Criado nos Estados Unidos e anunciado por U$750 em revistas como a Scientific American, o Kenbak-1 tinha 256 bytes de memória.



O Kenbak-1 foi o primeiro computador pessoal do mundo.





Uma estação do SAGE, em 1958


O Dataphone nos laboratórios da AT&T (American Telegraph and Telephone)

1969 - ARPANET
Na época da guerra fria, depois que a URSS lançou o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra, os Estados Unidos se sentiram em perigo e decidiram criar um sistema eficiente comunicação entre os diversos escritórios governamentais, para que não fossem "pegos de surpresa".
O Departamento de Defesa Americano interligou a Universidade de California-Santa Barbara, UCLA, SRI Internacional e a Universidade de Utah, criando a ARPANET (Advanced Research Projects Agency NETwork), rede que originaria a Internet.
Apesar de ser esta a primeira grande rede de informação, outras redes já estavam em funcionamento, graças aos cabos de dados submarinos que ligavam a Europa à America, implantadas em 1858, e ao telefone, criação de Graham Bell, da Bell Telephone Company, em 1867. A primeira rede de computadores em larga escala, foi sem dúvida o SAGE(Semi-Automatic Ground Environment), usado para monitorar os céus dos Estados Unidos e Canadá.
O modem, criado em 1958 e essencial para redes de longa distância, já vinha sendo comercializado pela AT&T(American Telegraph and Telephone) desde 1960, através do inovador Dataphone, que convertia sinais digitais de computador em sinais analógicos.



1971 - O MICROPROCESSADOR
Em atividade desde 1968, a Intel criou, em 1971, o 4004, primeiro chip com todas as partes básicas de um processador central. Desenvolvido por Federico Faggin, Ted Hoff e sua equipe, tinha 2.250 transistores, capazes de realizar 60.000 operações por segundo num ambiente de 4 bits.
Em 1972, a Intel cria o 8008, de 8 bits e 4.500 transistores, capaz de diferenciar maiúsculas e minúsculas, pontuações, números e outros símbolos. Os primeiros microcomputadores (computadores baseados em microprocessadores), foram o francês Micral, da R2E, e o americano 8*, da Scelbi. Enquanto o primeiro não teve grande expressão por estar restrito ao mercado europeu, o último vendeu 200 unidades de duas versões, que diferiam na quantidade de memória interna: o 8H(4Kb) e o 8B(16Kb).


Os processadores da Intel 4004 e 8008


1971 - O PRIMEIRO FLOOPY DRIVE & O CP/M
Uma equipe da IBM, conduzida por Alan Shugart, inventou o disco flexível de 8", o primeiro floppy drive da história, designado inicialmente para carregar os controladores do "Merlin" (IBM 3330).
Nem é preciso dizer que logo foi adaptado para levar informação de um computador a outro.
Para que um microprocessador acesse o floppy, Gary Kildall e John Torode, da Digital Research, escrevem o programa CP/M (Control Program/Monitor).



1972 - HP-35, ETHERNET, WORKSTATIONS, MOUSE e o ATARI
Enquanto os microcomputadores começavam sua evolução vertiginosa, o mundo das calculadoras finalmente criou a independência esperada, com o lançamento da HP-35, anunciada como "a mais rápida e precisa calculadora eletrônica", com uma memória solid-state similar à de um computador.
Os computadores passaram então a ter outros usos e a Xerox muito contribuiu para esta diversificação. Criou a Ethernet, um método de conexão de rede, projetado por Robert Metcalfe, que facilitava a interligação entre computadores.
A primeira Workstation introduziu o mouse comercialmente, criação original de Douglas Engelbart em 1968, ao utilizar janelas de programas na tela, com menus e ícones.
E de uma brincadeira apareceu mais um ramo da computação: ligando um processador intel 8008 à televisão, Nolan Bushnell criou uma forma de acesso visual prático para seu programa PONG (um jogo de ping-pong eletrônico). Com Ted Dabney e Larry Bryan, lançou o ATARI, na cidade californiana de Sunnyvale, dando início à indústria do videogame.


A WorkStation ALTO, da Xerox, a supercalculadora HP35 e o primeiro mouse.



O microprocessador Intel 8080




A Microsoft foi criação de
Bill Gates & Paul Allen

1974 - A MICROSOFT, O INTEL 8080 e o ZILOG-8
Apesar das inovadoras iniciativas da Intel, os engenheiros Frederico Faggin e Masatoshi Shima não estavam satisfeitos e fundaram a concorrente Zilog Incorporated. O primeiro produto da nova empresa foi o Z80, totalmente compatível com o novíssimo Intel 8080 que chegava ao mercado. Ambos eram até cinco vezes mais rápido que o Intel 8008.
O primeiro computador equipado com o chip Intel 8080 foi o Altair 8800, desenvolvido por Ed Roberts, da fabricante MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems) de Albuquerque, Novo México. Tinha 256 bytes de memória (expansível a 64Kb) e precisava de um Sistema Operacional. O escolhido foi o M-Basic, um projeto de 15 anos que acabava de ser finalizado por William (Bill) Gates e Paul Allen.
O M-Basic foi uma adaptação bem sucedida do Basic para computadores de grande porte, criando uma linguagem de fácil programação, que permitia ao usuário emitir comandos em linguagem próxima ao inglês comum.
Diante da dificuldade de vender sua idéia para o MIT, Bill Gates & Paul Allen fundaram a Traf-O-Data, rebatizada de Micro-Soft e depois Microsoft, que viria a tornar-se a maior empresa de Software do planeta, inaugurando a era dos Computadores Pessoais e mercados multibilionários.



O Altair 8800, primeiro microcomputador equipado com o microprocessador Intel 8080.




Os desenvolvedores do VisiCalc, Daniel Bricklin e Robert Frankston; No detalhe, a BlueBox de Steve Wozniak

1976 - A APPLE & o VISICALC
E foi numa garagem que surgiu uma das maiores empresas de microcomputadores do mundo. Criada pelos os americanos Steve Jobs e Stephan Wozniak, a Apple nasceu do modesto Apple I, equipado com o processador Motorola 6502, o primeiro computador single-board, inspirado na arquitetura simples do NOVA(1968), da Data General Corporation (fundada por ex-engenheiros do DEC).
Ironicamente, antes de lançar comercialmente seu produto, Steven Jobs foi recusada pela HP e pela Atari, que julgavam ser inviável o projeto. Steve Wozniak já tinha se popularizado por ser o primeiro phacker da história. Criador do "Blue Box", um gerador de tons para realizar atendimentos de telefone, a caixa simulava o som de certa quantidade de fichas, deixando a linha livre para o uso.
Enquanto isso os programadores Daniel Bricklin e Robert Frankston, da Universidade de Harvard, desenvolveram o VisiCalc, o primeiro programa comercial para microcomputadores, transformando-os em Computadores Pessoais. Lançado pela Software Arts, foi sucesso absoluto de vendas, e em apenas um ano, tinha vendido mais de 100.000 copias, tornando-se o Software mais usado do mercado.



O simples Apple I




O Tandy Radio Shack's 80


O PET (Personal Eletronic Transactor)

A CONCORRÊNCIA e as NOVIDADES
Depois do sucesso do seu primeiro microcomputador, a empresa de Jobs e Wozniak lançou o Apple II, em 1977, com circuito impresso em sua placa-mãe, fonte de alimentação, tela colorida, teclado e cartuchos para jogos, tornando-se sucesso absoluto de vendas.
Seus concorrentes diretos eram máquinas de fácil acesso, como o Commodore PET (Personal Eletronic Transactor) e o TRS-80(Tandy Radio Shack's), baseado no microprocessador Z80.
Buscando a praticidade e redução de dimensões, a Shugart Associates criou, a pedido da Wang Laboratories, o Floopy de 5¼" (1978), adotado imediatamente pela Apple e TRS.
Enquanto os concorrentes mostravam as novidades na primeira Comdex (feira de lançamento de computadores), a IBM planejava a criação do DataMaster 8085, aproveitando o lançamento do novo processador Intel 8085 (5.500 transistores e 8 bits) e do CP/M de Gary Kildall. Apesar de promissor, o projeto não vingou devido às exigências de compatibilidade com os modelos IBM já existentes.
No mercado de network, aparecia a Telnet e o FTP(1975), com base na funcional Arpanet. Eram instalados os primeiros caixas eletrônicos (Banco Nacional do Sul, em Valdosta, 1970) e a Tandem Computers lançava o Tandem-16, o primeiro computador fault-tolerant (podia ser reparado ou expandido sem parar de funcionar) para transações on-line de processos.



O Apple II




O Xerox Star 8010 aprimorou o conceito
WYSIWYG (What You See Is What You Get), introduzido pela XEROX em 1970, e foi o primeiro a utilizar uma interface gráfica completa.

1980 - HD, MINIFLOOPY e a INTERFACE GRÁFICA
Produzido pela Seagate Technology, o primeiro Hard Disk Drive para microcomputadores armazenava 5 Megabytes de dados, muito mais que os discos flexíveis da época.
Ao mesmo tempo, a Philips começava a desenvolver o primeiro disco óptico de armazenamento de dados, com capacidade 60 vezes maior do que um disco flexível de 5¼".
No ano seguinte, chegava ao mercado o minifloopy de 3½", produzido pela Sony, ocupavando um espaço menor, tanto no gabinete como no transporte das informações. A Hewlett-Packard foi o primeiro grande fabricante a usar o formato, no ano seguinte, nas maquinas equipadas com o HP superchip(O primeiro microprocessador de 32 bits), capaz de fazer frente ao Motorola 68000(16 bits), então o mais veloz.
A novidade mais significativa foi lançado pelo turma de Palo Alto, o Xerox Star 8010, primeiro micro-computador com interface gráfica completa: mouse, cores, copiar-colar, arrastar-soltar(Drag&Drop) e menus, mesmo sistema utilizado nos atuais Windows e MacOs.




IBM 5150 PC - Personal Computer (1981)
PC DOS 1.0; 5 Slots de expansão;
Intel 8088 a 4,77Mhz; Som por Tons
256Kb de RAM; 40Kb de ROM;
FLOOPY de 5¼" (360 Kb); FITA CASSETE;
Monitor CGA monocromático(320/640x200).



IBM PC XT - PC eXtended Tecnology (1983)
PC DOS 1.0; 8 Slots de expansão(ISA 8 bits);
Intel 8088 a 4,77Mhz; Som Speaker;
512Kb de RAM; 40Kb de ROM;
FLOOPY de 5¼" (360 Kb); HD de 10 a 40 Mb;
monitor CGA monocromático.

1981 - O INTEL 8088 e o PRIMEIRO PC (IBM 5150)
Ciente do fracasso do Datamaster 8085, a IBM designou um grupo especial para projetar um computador pessoal de baixo custo. O Projeto PC tinha total independência em relação aos rígidos processos da IBM e não precisava justificar a seleção de tecnologias não IBM a serem utilizadas, o que se mostrou essencial para cumprir o curto prazo. Desta forma, os engenheiros utilizaram os recentes processadores Intel 8088 (4,77 MHz, encapsulamento de 40 pinos e 29.000 transistores), com barramento interno de 16 bits, mas mantiveram o barramento externo de 8 bits, compatível com os componentes externos de 8 bits, predominantes nos micro computadores da época.
Para os cortes de custo este foi o primeiro sistema pequeno da IBM a utilizar gabinete metálico, de complexidade menor que o de plástico. Os softwares foram comprados de terceiros e deixou de se exigir versões especiais de Hardware dos fornecedores. A IBM ficou limitada apenas aos testes dos softwares comprados e do desenvolvimento de diagnósticos e rotinas de BIOS. Optou-se pelos monitores monocromáticos do oriente, impressoras da Epson japonesa e drives de disquete de 5¼" dos EUA.
Desarcodos com a Digital Research, proprietária do CP/M, obrigaram a IBM a contratar a Microsoft de Bill Gates e Paul Allen, que tinham uma boa reputação por terem levado a linguagem Basic para mais de 20 sistemas diferentes. A Microsoft adquiriu os direitos do QDOS, da Seattle Computer Products, e o adaptou ao PC, juntamente com o Basic. A IBM faria a ROM BIOS de forma a servir de interface entre o DOS (Disk Operacional System) da Microsoft e o hardware do PC IBM. Desenvolveram o Color Graphic Drive Adapter, o Monochrome Display Adapter, o Printer Port Adapter, o Floppy Disk Driver Adapter, o Asynchronous Communication Port Adapter, o Game Port Adapter e o By-sync Communication Adapter.




O Primeiro portátil do mundo foi o Osborn 1, de "apenas" 12Kg


IBM PC PORTABLE (1984)
PC DOS 2.0; 7 Slots de expansão;
Intel 8088 a 4,77Mhz; Coprocessador 8087;
256Kb de RAM (até 640kb); 128Kb de ROM;
FLOOPY de 5¼" (360 Kb); Som speaker;
monitor CGA ambar (320/640x200).

1981 - A POPULARIZAÇÃO
E foi apartir do conceito de arquitetura aberta, que a linha IBM PC começou a tornar-se padrão no mundo dos microcomputadores pessoais. Apesar de fabricar concorrentes de peso como a Computer and Quality Corporation (COMPAQ), a política da IBM tirava do mercado rivais em potencial, como a Apple, que proibia a comercialização de clones.
Nem mesmo o lançamento do primeiro computador pessoal com interface gráfica, o Apple LISA (Local Integrated Software Architecture), em 1983, foi suficente para abalar o mercado de dez milhões de usuários dos PC IBM e compatíveis.
Em 1981, aparecia no mercado o primeiro portátil, o Osborn 1, criação de Adam Osborne, com um visor de 5 polegadas, 64Kb de memória RAM, um modem e dois drivers de 5¼". O primeiro portátil da IBM só surgiria em 1984, uma adaptação do IBM PC 5150.
Buscando uma diferenciação num mercado padronizado, a industria do Software tornava-se uma atrativa fonte comercial. O recém-criado Lotus 1-2-3(1983), de Mitch Kapor, tornou-se o mais popular software, desbancando o VisiCalc. A Microsoft cria o Multi-Tool WORD(1983), o seu famoso processador de textos, e a Aldus (futura Adobe) anuncia o PageMaker e o Ilustrator, iniciando o domínio da Apple no "Desktop Publishing".
Enquanto a Sony e a Phillips lançavam o CD depois de um acordo de padronização(1984), a revista Time provocou euforia em sua tradicional eleição do "Homem do Ano" ao indicar o Computador como a "Máquina do Ano". O uso de gráficos gerados em computadores aparecia pela primeira vez no cinema no filme "Tron", lançado pela Disney. O primeiro clone do IBM PC é o MPC, da Columbia Data Products(1982).







IBM PC AT - PC Advanced Tecnology (1984)
PC DOS 2; 8 Slots ISA (6 8bits & 2 16 bits);
Intel 80286 de 7 a 16 MHz; Som Speaker;
512Kb a 3MB de RAM; 64Kb de ROM;
FLOOPY de 5¼" (1.2MB); HD de 20 a 160 Mb;
monitor EGA 64 cores (640x350).

1984 - O INTEL 80286 e o PC AT 286
Seis meses antes da conclusão do Projeto PC, a Intel anunciou o sucessor do 80186, o inovador processador 80286 com barramento de 16 bits, 134.000 transistores e encapsulamento de 68 pinos, rodando a 6Mhz (fevereiro de 1982). Mas somente 3 anos depois a IBM lançaria a nova versão do PC equipado com este processador, que atingiu 20Mhz nas suas atualizações.
O PC AT (Advanced Tecnology) aproveitava a capacidade do 80286 de gerenciar até 16MB e rodar Sistemas Operacionais multitarefa como o UNIX, já na sua 3ª versão, mas para manter a compatibilidade retroativa com o velho XT, a maioria dos softwares não utilizavam os recursos de memória virtual e modo protegido que ele permitia.
Para as crianças, a IBM criou o PC-Jr, especial para jogos, um fracasso de vendas e de crítica devido a diversos problemas.



1984 - MACINTOSH
Depois do grave acidente aéreo de Stephan Wozniak, em 1981, Steve Jobs passou a comandar sozinho a Apple, comprando as ações do amigo.
Anuncia uma nova versão, incorporando os drives de 3½" (microfloppy) e a esperada evolução popular do sistema operacional com interface gráfica completa (mouse, ícones, cores, copiar-colar, arrastar-soltar...), semelhante ao utilizado pelo carissimo Xerox Star 8010.
Em 1984, numa campanha publicitária de US$ 1,5 milhões de dólares, chega ao mercado o revolucioário Macintosh, nome de um tipo especial de maçã(apple).
Com a frase promocional "Hello, I am Macintosh and I am glad to be out of that bag", a novidade funciona à base do potente microprocessador Motorola 68000(8 MHz) e 128 Kb de RAM.
A divisão de Software compra uma parte da Adobe e se torna independente como Claris.


O Apple Macintosh 128k.



Processador Intel i386

1986 - O INTEL 80386, o PC 386 e o WINDOWS
Enquanto a IBM e a MIPS desenvolveram as primeiras estações de trabalho PC/RT e R2000 baseadas em RISC, a Intel lançou o processador 80386, em outubro de 1985, com barramento interno de 32 bits e externo de 16 bits(386SX) ou 32 bits(386DX). A versão SX foi a mais popular porque era compatível com qualquer design 286 sem grandes alterações e não exigia cachê de memória externo.
Operando a 12,5 MHz e logo atualizados para até 50 MHz, os novos processadores da Intel enfrentaram pela primeira vez a séria ameaça dos clones. A versão 386SL com recursos adicionais de gerenciamento de energia, destinada ao mercado emergente de notebooks, não resistiu aos baixos preços do AMD386SX, a primeira derrota da Intel.
A concorrência e o baixo preço incentivaram o crescimento do mercado consumidor e pela primeira vez sistemas completos de PCs eram disponíveis por menos de US$ 1.000,00. O PC deixa de ser sinônimo de IBM quando a Compaq lança o Deskpro 386, utilizando primeiro o processador 80386.

Os novos PCs expandiram significativamente os modos de gerenciamento de memória, com subsistemas conectados ao barramento local do processador, e o barramento das placas adaptadoras deixaram de acompanhar o clock do processador.
Para melhorar o aproveitamento e enfrentar a séria ameaça do Macintosh, a Microsoft lança o Windows, sistema operacional gráfico baseado em DOS que utiliza também ícones e o mouse.
Apesar de inovador, ainda demoraria 10 anos para aparecer um Sistema Operacional que utilizasse todos os recursos do 80386.







A linha PS/2 da IBM, que criou o VGA, capaz de mostrar 256 cores simultaneamente

PADRONIZAÇÃO E OTIMIZAÇÃO
Com a popularização dos microcomputadores, muitas mudanças tiveram de ser coordenadas. Os fabricantes de PC otimizam o UNIX e criaram o EISA (Enhanced Industry Standart Architecture) e a norma MIDI(Musical Instrument Digital Interface), essencial para o desenvolvimento da industria multimídia, como a Sound Blaster(1988).
Surge a Sun Microsystems e seus super-computadores baseadas em RISC, criação dos estudantes de Stanfors, Andy Bechtolsheim, Vinod Khosla e Scott Mc Neally. A japonesa ASCII e a Microsoft criam o clássico MSX (MicroSoft eXtended), enquanto os gigantes atingem performance espetacular com o Cray X-MP, da Silicon Graphics, abrindo as fronteiras do multiprocessamento.
A IBM introduz a família PS/2, fabricados com drives de 3½", e gerenciados pelo novo sistema operacional OS/2, criado em parceria com a Microsoft.
Depois do lançamento do Macintosh II, Steve Jobs abandona a empresa e funda a NeXT Incorporated para desenvolver um "Macintosh melhor".
A linguagem de programação C++ torna-se a mais usada e o desenho animado de curta metragem "Tin Toy", da Pixar, tornou-se o primeiro filme feito em computador a ganhar um Oscar.




O Norte Americano Tim Berners-Lee, da CERN, criou a WWW apartir de um NeXT Cube. Para organizá-la surgiu a NSF.

A INTERNET
Depois da estruturação da Arpanet, outras grandes redes começaram a fazer o mesmo, e a National Science Foundation criou a CSNET (Computer Science Network).
O bom desempenho das redes baseava-se no princípio de que todos os computadores eram independentes, ou seja, a queda de um sistema não interrompia o fluxo de informações. Desse modo, surgiu a BBS (Bulletin Board System, em 1978), a USENET (Unix uSEr NETwork), ligando 8 universidades em 1980, e a NSFNET(1985), com cinco supercomputadores nas Universidades de Princeton, Pittsburgh, Califórnia, Illinois e Cornell.
Em agosto de 1990, a CSNET e a ARPANET criaram a INTERNET (INTER-NETwork connection) graças ao novo protocolo TCP/IP(Transmission Control Protocol-Internet Protocol).
Para aprimorar o uso da Internet, Tim Berners-Lee, um pesquisador do CERN, desenvolveu o programa "World Wide Web", e a linguagem HTML (HiperText Markup Language) num computador NeXT Cube. Seu programa era na verdade o primeiro Browser, e fez tanto sucesso que deu nome à nova interface: WWW. E o programa mudou o nome para NEXUS.
O world.std.com foi o primeiro provedor comercial de Internet dial-up do mundo. A NSF cria a Internic para organizar os DNS (Domain Name Server, criado em 1984). No Brasil aparece a Fapesp.



PC 486
Modelo SLC, DLC
ou SX*
DX DX2 DX4
Clock
(Mhz)
25 a 40 40 a 50 66 80 a 100
Memória
RAM (MB)
2 a 4 4 a 16 8 a 64 16 a 64
Monitor VGA
(Mono/C)
SVGA
(M/C)
SVGA
(Color)
SVGA
(Color)
Fax/Mod
(Kbps)
2.400
4.800
4.800
9.600
14.400
28.600
14.400
33.600
ISA
16 bits
sim sim sim sim
VESA
32 bits
não não sim sim
Floopy
Drives
5¼" ou
3½"
5¼" ou
3½"
5¼" ou
3½"
5¼" ou
3½"
CD-Rom - 2x 4x 8x
Hard Disk 120Mb
400Mb
120Mb
540 Mb
420Mb
1.2Gb
1.2Gb
2Gb
*com ou sem co-processador matemático

1989 - O PC 486
Com o lançamento do Intel 80486 de 33Mhz, em abril de 1989, as empresas logo começaram a equipar máquinas com o modelo. Tecnologias mais modernas permitiram a inclusão de mais de 1,2 milhões de transistores e a implementação de algumas técnicas de arquitetura RISC. O cachê interno de alta velocidade de 8KB (nível 1) e o cachê externo expansível até 256 KB (nível 2) melhoraram a performance do produto.
Devido ao seu alto custo, a Intel lançou uma versão sem co-processador matemático (486SX). E para melhorar o desempenho, aproveitando a independência do barramento externo, duplicou o clock interno no 486DX2(66Mhz) e triplicou no 486DX4(100Mhz). Para acompanhar essas velocidades, as placas do 486 aderiram ao novo padrão VESA, ainda utilizados atualmente.
Empresas concorrentes como AMD e Cyrtx, criaram processadores clones que ajudaram a baratear o custo da informática.
Processadores para supercomputadores adquiriram independência. A Motorola anunciou o 68040 e a Intel o RISC i860.
A multimídia impulsona o consumo de PCs, e lançamentos como o jogo Maxis SimCity empurram o número de PCs para cem milhões de unidades. Surgem os pequenos computadores (pockets), laptops com sensor de escrita à mão e notebooks totalmente operados por baterias.
A IBM lança o PS/1, versão simplificada do PC destinada ao mercado SOHO (Small Office Home Office), e firma um acordo com a Apple, no qual os Macintosh IV e os PowerBook, operados pelo novo System 7.0, conseguem entender dados dos IBM PCs.








O WINDOWS
Depois do estabelecimento da arquitetura do PC como padrão de mercado, o mundo do software passou a ser o principal alvo das pesquisas. Graças à diversos acordos entre a Microsoft e os fabricantes de computadores, o Windows passou a ser o Sistema Operacional mais usado do mundo (95% das máquinas).
A explosão deste Sistema Operacional começou em 1990, quando chegou ao mercado o Windows 3.0, totalmente compatível com DOS. Dois anos depois o clássico Windows 3.1 e o Windows 3.11 para Workgroups.
Na busca por sistemas mais estáveis para o mercado empresarial e grandes redes corporativas, a Microsoft rompe a aliança com a IBM e lança o sucessor do OS/2 como Windows NT.
Mas o salto decisivo foi o lançamento do multimídia Windows 95, de 32 bits, numa campanha publicitária de 300 milhões de dólares, a maior da História, suficente para vender 7 milhões de cópias em menos de dois meses. Dentre os pontos mais importantes desta versão, estão a melhor interface gráfica (muito parecido com o Macintosh) e a iniciativa Plug and Play.
Buscando um domínio maior, a Microsoft produz programas para a rival Apple, e começa a usar seu domínio em Sistemas Operacionais para inserir outros produtos, sufocando a concorrência.

Distribui gratuitamente o Internet Explorer no novo Windows 98 e esmaga o concorrente Netscape, criação da pioneira Mosaic Communications, na briga pelo mercado de Internet. Torna-se a empresa mais valiosa do mundo e, mais recentemente, a marca mais popular, superando a secular Coca-Cola.

Devido a suas táticas comerciais agressivas, o governo dos Estados Unidos processa a Microsoft por monopólio, num lento julgamento bilionário. As novas versões do Windows chegam com mais estratégias. A Microsoft batiza o Windows NT 5 de Windows 2000, suficiente para confundir os usuários da linha Windows 9x, cujo sucessor é batizado de Windows Millenium.

Sufocado pela ameaça do Linux, Sistema Operacional gratuito criado pelo finlandês Linus Torvalds em 1993, a Microsoft dá um golpe final na interface DOS, e cria uma única linha de produtos, o Windows XP, baseado na linguagem NT, mas não avisa da incompatibilidade dos usuais programas de DOS.






A Microsoft desenvolveu várias versões do Windows, baseadas no DOS, NT e OS/2. Para enfrentar a concorrência acirrada de OS gratuitos, fundiu toda sua linhagem no polêmico WINDOWS XP, que precisa ser registrado toda vez que o usuário alterar as configurações do computador.



O PENTIUM e os CONCORRENTES
A razão pela qual a geração seguinte de processadores da Intel não foi batizada de 80586, foi simplesmente estratégica. Incomodada pelos concorrentes e impossibilitada de patentear números de acordo com as leis americanas, a Intel queria um nome que tornasse seu produto inconfundível. Desta forma, em março de 1993, surgiu o Pentium com mais de 3,1 milhões de transistores encapsulados em um corpo de 296 pinos e a Intel voltou a dominar o mercado de processadores.
O aumento do cachê interno para 16KB (2x8) permitiu a sobreposição completa dos acessos de instruções e de dados, melhorando significativamente o desempenho do co-processador matemático, colocando o desempenho de ponto flutuante do x86 em igualdade de condições com as implementações das estações de trabalho RISC. O aumento do barramento local para 64 bits, das velocidades de clock (60 e 66 MHz) e a implementação de mais conceitos RISC na sua arquitetura, permitiram que, sob certas condições, pudesse executar duas instruções com um único ciclo de clock.
A Intel ainda criou versões aprimoradas deste processador: o Pentium PRO(para aplicações pesadas) e o Pentium MMX(dedicado aos usos multimídia programas gráficos). Apesar de parecer perfeito, o matemático Thomas R. Nicely encontrou nos produtos erros de cáculo, corrigidos posteriormente por software.
O baixo preço e a alta concorrência agitam o mercado de processadores. Surge a Cyrix/IBM e a AMD sai da sombra da clonagem para uma agressiva evolução tecnológica.
As inovações se sucedem com o Pentium II, III, IV, e os padrões ATX, AGP & PCI. De olho no pequeno mercado a Intel lança a linha econômica batizada de Celeron. A AMD lança o Duron, Thunderbird e Athlon e quebra primeiro a barreira do 1.000 MHz. A Intel contra-ataca com o Itanium e Xeon.

No Brasil, a "Reserva de mercado", uma lei que não permitia a importação de diversos itens, incluindo eletrônicos, cai no início dos anos 90, e essas gerações novas chegam quase que simultâneo, permitindo uma evolução nunca vista no mercado informático do Brasil. Empresas apostam na informatização de processos e o mercado de T.I. começa a aparecer para os novos profissionais.




A EXPLOSÃO DO SÉCULO 21
Nascem novos mundos. Fica famosa a expressão de Gordon Earl Moore (1965) em que o poder de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses.
O Bug do milênio assusta a humanidade. O início do novo século traz um mundo globalizado.
Com as empresas cada vez mais digitais e conectadas, aparecem os vírus de computador e o crime digital.
O mercado financeiro se volta para as empresas de tecnologia. Milhares de dólares tornam-se acessíveis às empresas de tecnologia, mas não há muito controle. É a bolha da internet, que traz prejuízos milionários aos acionistas.
As tecnologias se acumulam numa velocidade impressionante.
Depois de anos no vermelho, a apple compra a NeXT Software por US$425 milhões e traz de volta Steve Jobs para seu quadro de funcionários. Numa campanha empolgante lança o iMac e traz a empresa de volta ao mercado.
A Internet se transforma no mais bem sucedido meio de comunicação do planeta. Sites pioneiros como o (1994) e (1995) são estrelas de um mercado multi-bilionário. As empresas "ponto com" surgem promissoras, superfaturadas e causam prejuízos de milhões de dólares à investidores. O homem acompanha ao vivo a expedição da NASA Pathfinder à marte no recorde de audiência da rede. Não existe limite para a informação, mas a justiça começa a censura do ôba-ôba pela Pornografia Infantil.
Bill Gates, dono da Microsoft, torna-se o homem mais rico do mundo e é odiado pelos Geeks(fanáticos por computadores).



MUNDO DIGITAL
Os jogos de computador se tornam espetaculares. Doom, da ID, inaugura a era on-line e multiplayers.
O computador invade o cinema com efeitos especiais impressionantes, inugurados em Jurassic Park. O cinema cria temas para jogos espetaculares e os jogos produzem estrelas de cinema como Tomb Raider.
Filmes como Toy Story e Final Fantasy são totalmente feitos no computador.
As enciclopédias deixam de ser impressas e o conteúdo digital se expande com sua acessibilidade.
O USB padroniza dispositivos portáteis e o hardware de diversas funcionalidades conversa universalmente.
Surgem os mecanismos de busca, indexados por cadastro. Mas com o aparecimento do GOOGLE, a informação da internet é mapeada automaticamente e se torna disponível com um clique.
A mídia portátil torna-se mais acessível com a chegada dos pen-drives de alta capacidade para substituir CDs e disquetes.



MULTIMIDIA
O formato digital invade os sistemas multídias. O MP3 revoluciona o mercado de música e o DivX, o de vídeo.
A Apple cria o iPod, seu primeiro player de MP3 e revoluciona o mercado da sonografia.
A internet banda larga chega e os provedores de acesso quebram. Em 2004, o wi-fi torna o enorme volume de dados acessível de qualquer lugar.
Chegam os software de compartilhamento aumentando a troca de dados direta entre usuários.



O FUTURO É AGORA
As placas gráficas tornam a experiência visual única. Aparecem jogos com gráficos espetaculares, exibidos em LCDs de alta definição e consoles de última geração, como Playstation 4 e Xbox One.
Surgem diversas tecnologias de interface avançada, como o Google Glass e o Microsoft Kinect.
As empresas de tecnologia tornam-se as mais valiosas do mundo.
Aparecem os smartphones, que logo deixam o mercado empresarial pra tirar o computador de cima da mesa para a palma das mãos. O iPhone revoluciona o mercado da comunicação; o IPad estabelece uma nova interface de comunicação.
Os supercomputadores de multiprocessamento paralelo e vetorial, ajudam e desafiam o homem. O IBM Deep Blue derrota o campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov, mas o IBM Blue Gene ajuda o homem a mapear seus genomas criando a esperança da cura de todas as doenças.
Surgem os Robôs, Inteligência Artificial, e o GPS, tecnologia de posicionamento mundial que influencia várias tecnologias.
As redes sociais interligam todos os humanos on-line. Tudo está na rede. É impossível acompanhar todas as mudanças.

Hoje, um telefone celular custa menos de U$50 e tem o poder de processamento e acesso à informação muito maior que aqueles gigantes de 50 anos atrás...





Este texto é uma atualização do texto originalmente publicado em 13 de novembro de 2001

Bibliografia:
Caderno Informática do jornal A Tribuna de Santos/SP de 2 de setembro de 1997
Novo Milênio (www.novomilenio.inf.br)
Virtual Informática (www.widesoft.com.br/users/virtual)
Museu do Computador (home.urbanoide.net/museudocomputador.html)
Computer History (www.computerhistory.org)
X-Number (www.dotpoint.com/xnumber)
Computer Museum (www.syssrc.com/html/museum)
Histoire de l'Informatique (histoire.info.online.fr)
Old-Computers (www.old-computers.com)
Obsolete Computer Museum (www.obsoletecomputermuseum.org)
PC Biography (www.pcbiography.net)
Hobbes' Internet Timeline (www.zakon.org/robert/internet/timeline)
The InfoWorks Website(infoworks-web.hypermart.net)
20 years of the IBM Personal Computer(www.pc.ibm.com/ww/pcanniversary)
IBM & outros Sites da Internet.





 
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