Gratidão é a memória
que vem do coração
     



POSTs mais antigos:

Novembro de 2019
Outubro de 2019
Agosto de 2019
Junho de 2019
Abril de 2019
Março de 2019
Janeiro de 2019
Dezembro de 2018
Novembro de 2018
Outubro de 2018
Setembro de 2018
Agosto de 2018
Julho de 2018
Junho de 2018
Maio de 2018
Abril de 2018
Março de 2018
Fevereiro de 2018
Janeiro de 2018
Dezembro de 2017
Novembro de 2017
Outubro de 2017
Setembro de 2017
Agosto de 2017
Julho de 2017
Junho de 2017
Maio de 2017
Abril de 2017
Março de 2017
Fevereiro de 2017
Dezembro de 2016
Novembro de 2016
Outubro de 2016
Setembro de 2016
Agosto de 2016
Julho de 2016
Junho de 2016
Maio de 2016
Abril de 2016
Março de 2016
Fevereiro de 2016
Janeiro de 2016
Dezembro de 2015
Novembro de 2015
Outubro de 2015
Setembro de 2015
Agosto de 2015
Julho de 2015
Junho de 2015
Maio de 2015
Abril de 2015
Março de 2015
Fevereiro de 2015
Janeiro de 2015
Dezembro de 2014
Novembro de 2014
Outubro de 2014
Setembro de 2014
Agosto de 2014
Julho de 2014
Junho de 2014
Maio de 2014
Abril de 2014
Março de 2014
Fevereiro de 2014
Janeiro de 2014
Dezembro de 2013
Novembro de 2013
Outubro de 2013
Setembro de 2013
Agosto de 2013
Julho de 2013
Junho de 2013
Maio de 2013
Abril de 2013
Março de 2013
Fevereiro de 2013
Janeiro de 2013
Dezembro de 2012
Novembro de 2012
Outubro de 2012
Setembro de 2012
Agosto de 2012
Julho de 2012
Junho de 2012
Maio de 2012
Março de 2012
Janeiro de 2012
Dezembro de 2011
Novembro de 2011
Outubro de 2011
Setembro de 2011
Agosto de 2011
Junho de 2011
Maio de 2011
Fevereiro de 2011
Agosto de 2009
Julho de 2009
Junho de 2009
Maio de 2009
Abril de 2009
Fevereiro de 2009
Janeiro de 2009
Setembro de 2008
Julho de 2007
Junho de 2007
Maio de 2007
Abril de 2007
Março de 2007
Fevereiro de 2007
Janeiro de 2007
Dezembro de 2006
Novembro de 2006
Outubro de 2006
Setembro de 2006
Agosto de 2006
Julho de 2006



01 de Maio de 2009

Há exatamente 15 anos atrás, um furacão passava na minha frente. Era o dia seguinte da festa de debutante de alguém muito importante na minha vida.
Era também um dia de reconciliação. Dia de fazer as pazes de uma separação delicada.
Não foi um bom dia, decididamente, embora tenha ficado em braços carinhosos toda tarde.
Foi o dia que o Senna morreu.
Já não sei se lembro do dia 1 de maio de 1994 como se fosse ontem, por causa disso, ou se lembro disso por causa do dia 1 de maio de 1994.
Me lembro que gravava todas as corridas da Fórmula 1. Comprava livros, gravava matérias, fazia estatísticas. Eu sabia mais de Fórmula 1 do que os próprios narradores da Globo, e, observador que sempre fui, conseguia corrigí-los quase sempre.
Um dia meu irmão me perguntou porque eu gravava todas as corridas, e depois terminava substituindo-as pelo resumo da noite. A resposta foi simples: "Não sei... mas imagina que, justo nesta corrida, acontece algo histórico... como o Senna morrer".
E naquele dia 1 de maio, justo naquele, eu não gravei. Não acordei cedo, não fiz o de costume. E então o Senna morreu. Morreu pra mim, morreu pro mundo, morreu pra vida. Foi triste, me senti culpado. Eu o tinha abandonado.
Foi um dia ruim pra mim, para os brasilieros e para o mundo. Senna era um herói nacional, um patrimônio da humanidade.
Somente hoje eu entendo como os canadenses veneravam Gilles Villeneuve mesmo anos após sua morte, exatamente hoje como fazemos por Senna.
Depois daquele dia, nunca mais quis saber de Fórmula 1. Guardei meus livros, minhas fitas, minhas estatísticas. Sequer tive coragem de sair para ver o caixão, que, em carro de bombeiro, passou quase na porta de casa.
E nesse dia que o herói morreu, eu também morri um pouco. Por isso, lembro perfeitamente desse 1 de maio de 1994.




Exibir todos os POSTs de Maio de 2009

 




 
Marcelo Martins de Albuquerque - ©1997-2019 Todos os direitos Reservados